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quinta-feira, 27 de maio de 2010

UM HERÓI CHAMADO JANUSZ KORCZAK


Deus ama as crianças. O coração de Deus se move na direção dos órfãos e Ele nos dá esta ordem: “Defendei o direito do órfão” (Is 1.17). Durante o Holocausto nazista, um certo homem fez exatamente isso.



Ele nasceu em 1878 na cidade de Varsóvia, Polônia, e seu nome de nascimento era Henryk Goldszmit. Os pais de Henryk eram etnicamente judeus, mas praticavam muito pouco do judaísmo. Eles também eram ricos. Entretanto, a infância de Henryk foi tudo menos alegre. Seu pai o ofendia verbalmente com insultos. Sua mãe o mimava e reprimia. Quando Henryk chegou à idade de 11 anos, seu pai começou a sofrer uma série de colapsos nervosos que culminaram no empobrecimento da família. Com 18 anos de idade, Henryk sofreu a perda de seu pai que morreu num hospício.





Crianças esfomeadas no Gueto de Varsóvia


Tais experiências deram forma à causa que Henryk abraçaria por toda a sua vida. Ele repudiou a freqüente tirania dos poderosos sobre os fracos, a tirania dos ricos sobre os pobres, a tirania dos adultos sobre as crianças, bem como assumiu a missão de reformar a sociedade e ajudar aos necessitados.



Para cumprir sua missão, Henryk ingressou na medicina, especializando-se em pediatria. Enquanto cursou a universidade, ele cobrava valores exorbitantes de consulta dos seus pacientes abastados, de modo que pudesse ir aos cortiços e favelas para tratar dos pobres a baixo custo.


Durante aqueles dias, Henryk também começou a escrever e publicar suas experiências entre a população carente, a fim de chamar a atenção para a sua condição deplorável. Além disso, adotou o nome de Janusz Korczak, um nome mais polonês na sua sonoridade, pelo qual se tornou conhecido por toda a Polônia como um médico que cuidava dos miseráveis e advogava a causa das crianças. “Eu lhes digo”, escreveu Korczak, “Nunca vi cena mais cruel do que a de um bêbado que espanca uma criança ou do que a de uma criança que entra num boteco e implora: ‘Papai, vem pra casa!”’.1


Em 1912, Korczak tomou a difícil decisão de deixar a prática da medicina numa clínica infantil para se tornar o diretor e médico de um novo orfanato judeu em Varsóvia o qual abrigava 100 crianças. Depois da Primeira Guerra Mundial, ele acumulou a responsabilidade de dirigir mais um orfanato, este para crianças não-judias.


Korczak dirigiu seus orfanatos conforme a “Children’s Republic” (i.e., “República das Crianças”) que ele delineou em sua famosa obra How to Love a Child (“Como Amar Uma Criança”), na qual enfatizou a importância de se respeitar as crianças e permitir-lhes governar a si mesmas.



Embora alguns de seus métodos possam ser questionáveis para o uso no lar, eles provaram ser eficazes naqueles orfanatos. Um levantamento referente a um período de 20 anos demonstrou que 98% dos órfãos com quem Korczak trabalhou se desenvolveram em cidadãos produtivos e equilibrados.


Korczak escreveu, ensinou e fez discursos anônimos pelo rádio acerca das crianças e suas necessidades. Ele visitou a Terra Santa por duas vezes e planejava uma terceira visita, possivelmente para lá permanecer, quando a Alemanha invadiu a Polônia em setembro de 1939.






Tropas alemãs retiram judeus poloneses do Gueto de Varsóvia em chamas no ano de 1943. Após tomar o controle de Varsóvia em 1939, os alemães construíram um gueto cercado por um muro, no qual confinaram os judeus da cidade e das redondezas antes de enviá-los para os campos de concentração. Em abril de 1943 os judeus do gueto iniciaram uma heróica resistência durante um mês, mas sucumbiram quando os alemães incendiaram o gueto.

A partir do momento que Varsóvia foi tomada pelos alemães, Korczak se viu forçado a deslocar seus órfãos para o recém-criado Gueto de Varsóvia.


Quinhentos mil judeus (dos quais 100 mil eram crianças) foram comprimidos e confinados numa área menor do que 2 quilômetros quadrados de extensão. Por dois anos Korczak e sua equipe se esforçaram para cuidar de suas crianças.


Ele se dirigia às pessoas para pedir comida, batia de porta em porta para levantar donativos e improvisava recursos para tratamento médico.


Para preservar uma certa aparência de normalidade e manter o moral das crianças elevado, Korczak deu continuidade às atividades da rotina diária das crianças, inclusive as práticas de dar recitais de música e de fazer apresentações teatrais.


Em 1942, Korczak manteve o registro de um diário por três meses, o qual mais tarde foi encontrado. Nesse diário ele escreveu: “Eu existo não para ser amado e admirado, mas sim para que eu mesmo aja e ame. Não é dever dos que estão ao meu redor me auxiliar, ao contrário sou compelido pelo dever de cuidar do mundo, cuidar do ser humano”.2


Em julho de 1942 os nazistas começaram a transferir os habitantes do Gueto de Varsóvia para o campo de extermínio de Treblinka. Em 5 de agosto daquele ano, aqueles 200 órfãos marcharam lado a lado em quatro fileiras sob a liderança de Korczak, de cabeça erguida na direção dos trens que os aguardavam. Apesar das ofertas anteriores de isenção pessoal e salvo-conduto, Korczak permaneceu nas suas incumbências.



Ele afirmou: “Não se abandona uma criança doente ou carente durante a noite. Eu tenho duzentos órfãos; num momento como esse, vou ficar ao lado deles a cada minuto”.3 Na última ocasião em que Korczak foi visto, ele mais uma vez estava prestando auxílio às suas crianças – no interior dos trens.

Embora nunca tenha se casado, Korczak deixou um legado duradouro. Tiago em sua carta escreveu: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações...” (Tg 1.27). Janusz Korczak, apesar de não ter sido um crente em Cristo, nem judeu praticante, indubitavelmente exemplificou o princípio desse versículo e estabeleceu um modelo a ser seguido por todos.


Pesquisa
(Bruce Scott, Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br/)

Notas:

*Citado no livro de Mark Bernheim, Father of the Orphans: The Story of Janusz Korczak. Nova

York: E. P. Dutton, 1989, p. 66.


*Janusz Korczac, Ghetto Diary. New Haven: Yale University Press, 2003, p. 69.
Bernheim, p. 131.


Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, janeiro de 2007.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A FÉ VIGOROSA DE UMA CRIANÇA!

Este é o meu primeiro vídeo do ano de 2010. Quero começar este ano agradecendo a Deus pela liberdade que temos de louvar a Deus em qualquer lugar do nosso Brasil.

Que as nossas crianças saibam o quanto é bom ser livre para ir a escola bíblica Dominical.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eu Escolhi Jesus

Meu nome é Ana Luiza Molina, tenho 12 anos e moro em São Paulo. Dos meus 12 anos, dez deles eu vivi junto com minha família seguindo o espiritismo; assim, aprendi tudo sobre o evangelho segundo Alan Kardec, o que o que era ensinado em seus livros.

Lá no espiritismo, algumas vezes eu me sentia bem e outras não, porque havia vezes em que eu sentia um mal estar e falta de ar até ficar pálida, mas acreditava que tudo aquilo era uma coisa normal.

Eu aprendi tudo sobre reencarnação e como falar com espíritos mas, na verdade, o meu maior desejo era ser tarefeira (assim são chamadas as professoras de lá). Mas Deus tinha um plano em minha vida: algo muito grande estava para acontecer comigo, algo que mudaria pra sempre a minha vida.

Na Páscoa de 2007 a minha tia Valéria Molina, que é professora no Ministério Infantil, me convidou para participar de uma festa para crianças que aconteceria na IECP.

Quando lá cheguei tudo estava muito bonito, cheio de bexigas coloridas e também havia músicas. Vi crianças dançando e sorrindo, cantando músicas que falavam de Jesus.

Lembro-me de uma que me marcou muito que dizia "não existe nada melhor do que ser amigo de Deus". A partir daquele dia algo mudou em minha vida: eu não queria mais saber de outra coisa a não ser voltar àquele lugar e ouvir outras músicas como aquelas...

Antes daquele dia eu achava que os evangélicas e suas músicas eram uma grande besteira, mas, como disse: "Deus tinha um plano em minha vida".

Minha mãe percebeu o quanto a igreja, os louvores e tudo o mais havia mexido comigo. Ela, como a espírita que era, não aceitava ver a filha daquela forma. Então ela resolveu me proibir de frequentar a igreja, dizendo que eu ficaria confusa se continuasse a ir à igreja dos crentes.

Chorei bastante e pedi muito para que ela não me proibisse de ir à igreja, até que, finalmente, ela resolveu me deixar voltar a frequentar a igreja, mas com uma condição: me fez prometer que eu não iria deixar de freqüentar também o Centro Espírita.

Aos poucos fui conhecendo mais e mais sobre Jesus, e tudo sempre me fazia muito bem: não 'via a hora' de chegar domingo para poder ir à igreja para cantar, dançar, ouvir histórias da Bíblia... Aprendi a orar - falar com Deus -, cantar de uma forma diferente - louvando a Deus -, e o melhor de tudo: nunca passei mal durante os cultos.

Sempre procurava falar com meus pais a respeito do que acontecia na igreja, porque era muito bom pra mim e queria que eles sentissem o que eu estava sentindo, mas eles não ligavam muito. Cheguei até mesmo a convidá-los a irem comigo, mas não quiseram. Mas também, eu não ficava triste com a situação, porque aprendi que no momento certo Deus tocaria em seus corações.

No final daquele ano descobrimos que minha mãe estava com câncer. Começava ali a fase mais difícil de nossas vidas.

Meus tios Valéria, Molina, Lilian e Gerson e também meus avós paternos, 'vó Dirce e 'vô Luiz, juntamente com os irmãos da igreja, iniciaram uma campanha de oração pela minha mãe. Foram meses de muito choro, sofrimento e incertezas...

Na Páscoa de 2008 convidamos minha mãe para participar do evento que aconteceria na igreja, que teve a apresentação das crianças de todo o Ministério Infantil e também a peça dos adultos. Depois, o pastor Daniel fez o apelo e, quando percebi, minha mãe estava indo em direção ao altar para receber oração.

Após alguns dias, percebi que ela não estava realmente convertida: ela não havia mudado como eu mudei e continuava a fazer as mesmas coisas que os espíritas fazem, e que eu já não aceitava mais.

Minha mãe acabou sendo internada. Ficou no hospital durante muito tempo. Teve alta, mas voltou a ser internada novamente. Era muito ruim ver o sofrimento dela e do meu pai, mas minha mãe lutou o quanto pôde e, meu pai, por sua vez, também foi um guerreiro. Pude ver o quanto ele amava minha mãe.

Um dia antes de ir para o hospital pela última vez, minha mãe chamou meu irmão e eu para conversar, e pediu até para o meu pai sair do quarto. Ela disse que tínhamos que escolher qual religião seguir. Sem dúvida nenhuma, falei: "Eu escolho Jesus", mas meu irmão decidiu continuar no espiritismo. Então minha mãe nos disse que, independentemente de nossa escolha, ela nos amaria mesmo assim. Nos despedimos, e disse a ela o quanto eu a amava.

No final de semana seguinte fomos para o acampamento infantil. Horas antes, meus tios Gerson e Lilian levaram o irmão José (mais conhecido como 'Zé do estômago') para orar pela minha mãe. Neste dia, o penúltimo dia da vida de minha mãe, ela se entregou para Jesus. Eu só fui saber de tudo depois.

Minha mãe faleceu um dia após ter aceitado a Jesus. Enquanto isso, eu estava no acampamento sem saber de nada, e lá tive uma experiência muito forte com Deus. Nós oramos muito, foi algo muito forte.

Hoje eu entendo que o Amor de Deus pela minha mãe foi tão grande, tão grande, que Ele tinha pressa de tê-la ao lado dEle. Hoje sei que minha mãe descansa nos braços do Senhor, e que um dia irei me encontrar com ela lá no Céu, em nome de Jesus.

Hoje eu me considero uma criança feliz, participo do grupo Miriam louvando e adorando a Deus por meio da dança, e também participo dos louvores do Ministério Infantil. Sou bem recebida por todos da igreja que, aliás, tem sido minha segunda casa. Às vezes me sinto como Samuel, que foi escolhido para morar na casa de Deus, e sinto como isso é bom.

Ah! Meu irmão também já aceitou a Jesus! Ele se chama Vitor e têm 11 anos. Eu creio que um dia verei meu pai e toda minha família na casa do Senhor também, e assim vou poder dizer " Eu e minha casa serviremos a Deus".

Sou feliz e grata pelo Ministério Infantil, porque por meio desse Ministério é que conheci e escolhi Jesus, e também pelos meus tios, que tem me ajudado muito nesta nova fase da minha vida. Agradeço, principalmente, a minha tia Valéira: obrigada tia Valéria, eu te amo!


Que Deus realize todos os desejos do seu coração.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Será que uma criança pode fazer a diferença ?



Quem irá substituir esta adolescente?

Quem poderá dar continuidade a este trabalho?

O que você tem feito para Deus?