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domingo, 18 de julho de 2010

Desmistificando o Bob Esponja


Bob Esponja em osso (embora esponjas sejam animais invertebrados), em cena de animação que será exibida em palestra
Entre muitas coisas que falam sobre o Bob Esponja é que ele foi feito para levar o homossexualismo as crianças, mas isso não é verdade.
O Criador de Bob Esponja esteve no Anima Mundi e fala sobre o personagem.


Bob Esponja vem na mala de Stephen Hillenburg.

O criador de um dos personagens mais queridos da televisão infantil desembarca amanhã no Rio e traz na bagagem um histórico de sua mais lucrativa franquia.
Em sua palestra no Festival Anima Mundi, ele vai contar as origens do protagonista da Fenda do Biquíni.

Isso inclui mostrar os primeiros esboços, a evolução e a sobrevivência por uma década da jovem esponja que veste calças quadradas e é o melhor fritador de hambúrgueres da região.
O animador americano de 38 anos é a principal atração do Anima Forum, na quarta, e faz um Papo Animado aberto ao público no dia 24.
Em São Paulo, o evento começa no dia 28, mas sem a participação de Hillenburg.
Segundo a Nickelodeon, que exibe o desenho na TV paga brasileira, 96% das crianças entre 6 e 11 anos conhecem o personagem.
O público é formado majoritariamente por meninos de 4 a 11 anos (25%) acompanhado dos pais (45%).

As meninas não estão excluídas dessa conta: são 15% nessa faixa etária, de acordo com a medição do Ibope de março a maio deste ano.
Hillenburg não imaginava o sucesso que criava --"quem pensaria uma coisa dessas?"-- ao transportar, para a animação, o tema de um livro que usava para lecionar na sua época de professor de biologia marinha.
"Antes mesmo de ir para a escola de animação, fiz um quadrinho sobre animais pela costa. Já tinha seres estranhos, como estrelas-do-mar, esponjas e caranguejos. Não eram golfinhos. Eram pequenos animais invertebrados, plânctons e coisas assim", conta à Folha por telefone de sua casa, em Los Angeles.
"Pensei que, se fosse fazer um programa sobre animais, seria sobre esses seres estranhos", justifica. Não fez nenhum tipo de pesquisa --"só achei que seria divertido".

E, de repente, parece estar de volta numa sala de aula: "Já a esponja é uma das formas mais antigas de animais marinhos. É uma colônia. E um ser tão bizarro que imaginei que valeria um seriado".




PURA SORTE

Como inspiração, usou filmes de Charles Chaplin e do Gordo e o Magro. "Esses caras são como crianças grandes. Todo mundo se relaciona com eles. Com o Bob Esponja é igual. As pessoas acabam se identificando com a personalidade dele."

Dez anos depois da explosão do personagem, Hillenburg diz que "despencou nessa sorte". "Não é algo que se possa calcular. Honestamente, fiz porque achava que seria engraçado. Mas achei que ia durar apenas uma ou duas temporadas.Nunca pensei que estaria voando para um lugar distante como o Rio para falar sobre o Bob Esponja."

Ele diz que o inocente menino continua o mesmo após dez anos, com mudanças apenas no enredo. "Ele agora tem mais bagagem para contar. E, conforme fomos desenhando os personagens, testamos o que funcionava melhor. A equipe foi pegando emprestado alguns truques uns dos outros. Mas a essência dele é a mesma."
EM FAMÍLIA

Além de um panorama da evolução dos amigos do "Calça Quadrada", ele traz a tiracolo a mulher, Karen, e o filho, Clay, de 12 anos, porque "adoramos viajar".

"É minha primeira vez na América do Sul. Ficaremos por dez dias, então vamos ao Rio, Salvador e Brasília. Estamos muito interessados na arquitetura de sua capital."


Hillenburg não espera encontrar pelo litoral do Brasil novos amigos para Bob Esponja. "Tenho como uma de minhas filosofias tentar manter as histórias só entre os personagens principais. Não aceito ideias de fora."


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/768230-criador-do-bob-esponja-disseca-o-personagem-no-anima-mundi.shtml

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Compositor agora convertido, esclarece polêmica sobre a música Ilariê tida como do diabo

Quem nunca ouviu a música Ilariê? Interpretada pela apresentadora Xuxa, a música causou muita polêmica após seu lançamento. Dizia-se sobre ela ter sido composta e consagrada ao diabo. Para comprovar esta afirmação, muitos veículos de comunicação exploraram a polêmica rodando a música ao contrário.
Enquanto a música era rodada ao contrário, o diabo estaria, supostamente, falando através da composição. Mas o que o compositor de Ilariê tem a dizer sobre a polêmica?
Afinal de contas, Cid Guerreiro fez ou não um pacto com o demônio para compor esta música?
Em entrevista ao programa Balaio, Cid Guerreiro esclareceu a história. Convertido ao evangelho de Cristo, o cantor afirma já ter feito parte de outras religiões, como macumba, candomblé, seicho-no-ie e espiritismo. Guerreiro afirma, porém, que ele passou por todas essas religiões em busca de Deus.

Na época em que a polêmica sobre Ilariê estourou, Cid Guerreiro tomou “birra” do evangelho. Um pastor afirmou que estava do lado de Cid quando ele fez um pacto com o diabo. Mas o cantor negou a afirmação.
A polêmica rendeu sérias consequências para a vida de Cid. “Fiquei conhecido como filho do demônio, comecei a perder shows, as crianças não queriam mais ouvir minha música”, contou. “Quando eu via uma igreja evangélica ou um pastor na rua, ficava irado”.
Cid Guerreiro conta que sempre teve intimidade com Deus, mesmo antes de se converter. “Eu perguntava pra Deus por que tudo aquilo estava acontecendo e dizia que não merecia aquilo, que eu era um cara do bem”, disse.
Segundo o cantor, a apresentadora Xuxa também ficou chateada com as afirmações sobre Ilariê.
“Quando ocorreu um incêndio no programa da Xuxa, começaram a dizer também que era coisa do diabo”, disse. “Ela ficou muito brava na época”.
Para Cid Guerreiro, ficar rodando discos ao contrário para procurar falas do demônio é “falta do que fazer”. “Para o cara pegar o disco e voltar ao contrário, no mínimo, faltou bateria na radiola dele”, brincou. “Deus nos deu dois ouvidos, uma boca e, dentro dela, a maior arma do mundo: pode edificar e pode destruir”.
Cid Guerreiro fez um convite à reflexão: “Precisamos fazer um exercício diário: olhar no espelho todas as manhãs. Se conseguirmos ver Jesus Cristo podemos, então, pensar em julgar alguém.
Enquanto virmos nossa própria cara, temos que lembrar que somos pecadores. Deus deu o único filho dele para pagar nossos pecados. Quem somos nós pra julgar alguém?”.
Fonte: Lagoinha.com