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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Supernanny afirma que tudo sobre a educação dos filhos está em Provérbios

A educadora Cris Poli, conhecida por orientar famílias no programa de televisão Supernanny, foi a uma das palestrantes da Semana Batista 2010, no 2º Encontro de Educadores realizado na semana passada em Barueri, cidade da Grande São Paulo.

Segundo a protagonista do reality show do SBT, que já recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda, “as famílias cristãs estão tão perdidas quanto as que não são cristãs”. Na opinião de Cris, os princípios bíblicos – que deveriam balizar a educação – não têm sido colocados em prática mesmo em núcleos familiares cristãos. “A família precisa viver a Palavra de Deus”, destacou.


A educação, de acordo com ela, tem passado por uma fase de equilíbrio entre a rigidez e a permissividade. “Precisamos de regras e rotinas, mas sem esquecer o amor e a flexibilidade”, explicou a orientadora. “Eu me pergunto onde está a Palavra de Deus nessas famílias cristãs em coisas simples, como agradecer por uma comida e orar antes de dormir. É o beabá da educação”, relatou a instrutora que possui mais de 40 companheiras de profissão à frente de programas Supernanny ao redor do mundo.

“Se você quer saber sobre educação de filhos, pode ler o livro de Provérbios que está tudo lá. Cada pensamento de Deus está lá”, expressou. Ter voz de comando, organização, qualidade de tempo com os filhos e cumplicidade entre os pais, foram algumas dicas da superbabá que o pastor Creusi Santos, da 1ª Igreja Batista de Barueri, irá procurar passar para a sua família, que ganhará um novo integrante em breve.

“Eu não concordo muito com a perspectiva da psicologia sobre a educação das crianças. Ela tem uma visão muito legal, porque a Bíblia tem uma visão muito mais equilibrada em termos de educação”, observou.

Prestes a completar cinco anos visitando casas pelo reality, com o contrato renovado por mais um ano com a emissora de Silvio Santos, Cris Poli dedicou a Deus o que considerou como sendo uma reviravolta na sua vida.

“Estou aqui pela graça e misericórdia do Senhor. Até 2005 eu era uma educadora que trabalhava numa escola de educação cristã bilíngue. Deus ‘moveu os pauzinhos’ e me convidaram para trabalhar no SBT”, disse Cris que, em virtude do sucesso do Supernanny, passou a escrever livros e a dar palestras.

Fonte: LPC / Gospel+ Via: Notícias Cristãs - site irmãos.com

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Deu na Mídia - Até Jesus foi para o mangá


Existem muitas formas de evangelização, a mais nova é levar Jesus em Mangá (Gibi Japonês). O Mangá Messias traz as histórias dos Evangelhos.

O projeto terá continuação levando outras histórias bíblicas em formato de Mangá.

A edições Vida Nova já vendeu mais de 8 mil exemplares e você pode conferir a entrevista com Larissa Vaz, gerente de marketing da Vida Nova e saber mais sobre este novo projeto para adolescentes.

Leia a íntegra da matéria do Jornal da Tarde sobre o Mangá Messias
http://www.agenciasoma.org.br/arquivos/JesusManga.pdf

terça-feira, 3 de março de 2009

Criança, a Alma do Negócio - Documentário

Por mais que o assunto não seja referente a vida espiritual da criança, este documentário é interessante para mostrar como a criança é manipulada pela mídia, pelo comercial.

Como a criança é influenciada pelo apelo da mídia televisiva para o "TER" , demonstrando que para "SER" é preciso "TER".

O Documentário de Estela Renner mostra os efeitos da publicidade no comportamento e nos valores das crianças. Filme foi feito em São Paulo com depoimentos de pais e filhos, além de entrevistas com especialistas da área.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Entrevista com o Pr. Natanael Rinaldi - As seitas e as crianças


Natanael Rinaldi é bacharel em Direito, formado pela Faculdade de Direito de Bragança Paulista, e exerce ministério pastoral na Igreja Evangélica da Paz, em Santos. Considerado um dos maiores nomes da apologética brasileira, ele acompanha o ICP desde a sua fundação, em 18 de novembro de 1984.
Durante todo esse tempo, sempre teve acesso livre à biblioteca do Instituto, contribuindo para a constituição de seu acervo. Desenvolveu estudos exaustivos sobre as mais diferentes seitas, destacando-se por seu pioneirismo na abordagem de vários grupos religiosos em nosso solo.
Em sua militância apologética, incluem-se, ainda: debates públicos, nos quais travou contato, corpo a corpo, com os partidários religiosos; preleções sobre seitas e heresias por todo o Brasil; e produção de programas de rádio e televisão.


É co-autor do livro Desmascarando as seitas e um dos coordenadores teológicos da Bíblia Apologética de Estudo: desenvolveu inúmeras notas de rodapé. Hoje, após todos esses anos de experiência, permanece incansável e com o mesmo vigor de sempre.

Por tudo isso, temos a certeza de que vale a pena ler o que ele tem a nos dizer nesta entrevista, concedida por e-mail.
Defesa da Fé: Quais os episódios bíblicos o senhor destacaria para ilustrar o engajamento espiritual das criancinhas?

Natanael Rinaldi: Há pelo menos três bastante clássicos.

O primeiro é o chamamento de Samuel (1Sm 3.1-21). Conta-nos a Bíblia que o Senhor falou ao menino Samuel em visão, num tempo em que “a palavra do Senhor era de muita valia e já não havia visão manifesta” (1Sm 3.1). Samuel foi uma benção nas mãos do Senhor e exerceu tríplice ministério: sacerdote, profeta e juiz.
O segundo que vale a pena mencionar é o de Naamã, capitão do exército do rei da Assíria. Muitíssimo respeitado, o chefe militar sofria grande incômodo com a lepra que lhe consumia o corpo. As Escrituras narram que uma pequena menina lhe recomendou um encontro com o profeta Eliseu, que estava em Samaria.

O resultado foi a cura da doença nas águas do Jordão: “E sua carne tornou-se como a carne de um menino” (2Rs 5.14). Não poderia, ainda, deixar de descrever as palavras do mestre Jesus: “E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus” (Mc 10.13,14).
Defesa da Fé: A transmissão da doutrina religiosa às crianças é um fator cultivado pelas seitas? Em que medida poderíamos dizer que as seitas são mais ou menos zelosas que os crentes evangélicos?
Natanael Rinaldi: Sem dúvida, as seitas são bastante prudentes neste sentido, aliás, essa prudência é bíblica: “Porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz” (Lc 16.8).

Creio que podemos e devemos melhorar muito quanto à educação espiritual de nossas crianças. É inadmissível um pastor que não tenha sensibilidade para perceber como esse grupo é importante, não só para o futuro da igreja, mas também para o presente. Nesse caso, infelizmente, algumas igrejas precisam aprender muito com as seitas.

Sabemos, por exemplo, que os mórmons se reúnem semanalmente para suas “noites familiares”, ocasião em que convidam outras famílias próximas para um culto no qual as crianças participam ativamente, cantando corinhos, fazendo leitura de livros doutrinários e ilustrativos do fundador Joseph Smith, etc. Fica aqui algo não só para pensar, mas para agir!
Defesa da Fé: O senhor acha possível que os pais possam ser conduzidos a alguma filiação religiosa por influência de suas crianças? Já soube de alguma tática de seitas voltada a esse propósito?
Natanael Rinaldi: Certamente. Tenho percebido que alguns pais têm uma grande preocupação com a educação religiosa de seus filhos. Eles começam os acompanhando em cultos comemorativos, religiosos ou não, como Natal, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, e assim se dá o envolvimento com a fé, que pode ser evangélica ou não.
Penso que essa é uma das estratégias das seitas e deve ser também explorada por nós, evangélicos, pois pessoas que jamais entrariam voluntariamente numa igreja, quando em apresentação especial dos filhos, estão lá para prestigiar a criança e, devido a isso, ouvem a Palavra de Deus, abrindo margem para a conversão de toda a família (At 16.31).

Defesa da Fé: Temos conhecimento de pais sectários que introduzem fobias em suas crianças para assegurar que sua doutrinação seja efetiva e duradoura. Comente algo sobre isso.


Natanael Rinaldi: Um exemplo ilustrativo sobre as fobias introduzidas nas crianças pode ser claramente visto entre as testemunhas de Jeová. Com sua doutrina de destruição no Armagedom, destinada àqueles que não cumprirem as orientações do Corpo Governante (conhecido como “o escravo fiel e discreto”), esse grupo amedronta os pequeninos com a lavagem cerebral que lhe é característica.

Tal é o pavor de serem destruídas no evento apocalíptico, que crianças portadoras de leucemia são orientadas pelos pais a promover escândalos com gritos lancinantes enquanto arrancam, violentamente, os tubos preparados pelos médicos para uma transfusão de sangue, uma das marcas proibitivas do grupo.

Os pequenos gritam aos berros que estão sendo violentados em sua vontade pessoal e o hospital entra em pânico. A revista A Sentinela aborda freqüentemente esses temas e trata esses pré-adolescentes como heróis da fé jeovista. Esse assunto é impressionante e exige muita seriedade em sua abordagem.
Defesa da Fé: Analisando a história das seitas, existe algum grupo expressivo que tenha se originado da fé de uma criança?


Natanael Rinaldi: Sim. A igreja mórmon conta que seu movimento religioso teria se originado de um diálogo travado entre o adolescente Joseph Smith Jr (com supostamente 15 anos) e dois personagens sobrenaturais.

Os documentos do grupo são confusos e contraditórios com relação à exata idade de Joseph, mas a variação o mantém na faixa etária da adolescência. Os personagens também assumiram na literatura mórmon, ao longo dos anos, identidades diferentes, mas o que quero enfocar aqui é a importância que o menino teve na formação do grupo.


Ele é praticamente idolatrado pelos mórmons, que o reconhecem como profeta infalível. Hoje, a igreja mórmon é uma das entidades mais ricas do mundo e o seu segundo maior reduto é o nosso país. Tudo começou num bosque, quando, segundo eles contam, o jovem se ajoelhou e orou a Deus lhe indagando sobre qual seita deveria se filiar.

Foi-lhe respondido para criar uma. Vejam os leitores quanto estrago o diabo pode fazer por meio de um adolescente. Não ignoro, contudo, que o inverso também é verdadeiro, quero dizer, o Senhor Deus pode usar poderosamente os jovens, mas temos de incentivá-los nesse propósito.


Defesa da Fé: O que o senhor pode nos esclarecer sobre os vídeos infantis produzidos pela seita Meninos de Deus (Família do Amor)? Há conteúdos doutrinários neles ou é apenas um meio de patrocinar o grupo?
Natanael Rinaldi: É muito mais que simples patrocínio, o que já seria censurável. Os pastores, em geral, desconhecem o trabalho destrutivo do grupo

A Família, e isso os leva a receber os “missionários” da seita em suas igrejas e comprar esses vídeos mascarados com enredos bíblicos. Mas, ao assistir a tais vídeos, vê-se que são configurados com belas jovens seminuas, como se estivessem num ambiente celestial.

Pôsteres bem ilustrados sutilmente glorificando o sexo livre por meio da exaltação do amor erótico e não fraternal também são empregados por eles. Para isso, fazem citações bíblicas, como 1Coríntios 13, em que se sublima o amor sexual em lugar do amor fraternal.

A seita chega a ponto de dizer que Jesus é sexy! Blasfêmia de doer os ouvidos. Temos de tomar muito cuidado com eles.


Defesa da Fé: O mundo do entretenimento tem alvejado as crianças com idéias esotéricas e ocultistas. O senhor acredita que isso pode realmente formar o caráter espiritual e religioso de uma criança?


Natanael Rinaldi: Sim, acredito. Segundo ensino católico, uma criança entregue à liderança católica até os sete anos permanecerá até o fim da vida no romanismo. Mas isso não é de todo verdade, porque a ação do Espírito Santo não está condicionada a tais regras. Acredito piamente que o poder do evangelho liberta em qualquer circunstância. Mas não há como negar que as crianças que se submetem inocentemente às idéias esotéricas transmitidas pela TV absorverão tais ensinos e serão futuras seguidoras do espiritismo, esoterismo, umbandismo, candomblecismo, voduísmo, etc. As nossas crianças têm de ser educadas a respeito da televisão e essa responsabilidade é dos pais.


Defesa da Fé: Deixe uma mensagem aos nossos leitores pais?


Natanael Rinaldi: Deixarei o registro de Moisés, por meio das palavras do Senhor, falar por mim: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Dt 6.6,7).

segunda-feira, 7 de abril de 2008

ENTREVISTA - Educa a criança no caminho em que deve andar - Revista ICP



Por Elvis Brassaroto Aleixo

O mundo do entretenimento infantil vive a sua melhor fase. Os heróis das crianças nunca ganharam tanto espaço nas telinhas e telonas. Mas, com eles, o misticismo e a bruxaria têm quebrado as barreiras do universo infantil e invertido valores espirituais de modo astuto. O entrevistado desta edição de Defesa da Fé, Alexandre Farias Torres, é pioneiro na apologética voltada às crianças desde 1994, consultor teológico do ICP, Bacharel em Teologia, diretor do ITAC (Instituto Teológico e Apologético Cristão) e ministra sobre seitas e heresias. Vejamos o que o pastor auxiliar da Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana em São Paulo tem a dizer sobre este assunto.

Defesa da Fé – Alguns evangélicos têm uma tendência natural para caçar demônios. Até que ponto você julga maléfico o lúdico ao qual as crianças estão expostas?

Alexandre Farias – Nem todos os desenhos e jogos (games) podem ser repudiados pelos pais. Existe muita coisa educativa nesse âmbito. Há materiais que apresentam às crianças ótimos conceitos éticos e morais, ajudando-as, até mesmo, a desenvolver o raciocínio. Tenho diversos jogos em minha casa por causa dos meus três filhos. Sei que a criança necessita do lúdico. Costumo jogar videogame, assistir a desenhos e brincar com eles. Mas, como sacerdote do lar, na hora de escolher um jogo ou outra programação qualquer, uso de sabedoria.

O problema de muitos desenhos e jogos de hoje é que trazem conceitos religiosos de modo escancarado. A linguagem espiritual está aberta para qualquer pessoa ver. Abandonaram o compromisso de levar o divertimento puro e simples e enxertaram conceitos contrários à fé cristã. Os super-heróis atuais são demônios, bruxos, feiticeiros, médiuns. O mal luta pelo bem, e isso tem invertido os conceitos espirituais das crianças. Não demonizo todo entretenimento, não procuro chifres em cabeça de cavalo, até porque não precisamos disso, os desenhos falam por is só.

Defesa da Fé – O que você entende por fantasia? Como ela, segundo o seu julgamento, pode inculcar conceitos e dogmas de outras religiões na mente das crianças?

Alexandre – Segundo o dicionário Aurélio, a palavra fantasia significa obra da criação da imaginação”. Pois bem, por conta dessa acepção, a fantasia age na mente ou no consciente para que a criança tenha contato com um mundo imaginário. Usamos a fantasia em nossas igrejas por meio de fantoches, bonecos, desenhos bíblicos, etc. E, particularmente, defendo que a fantasia seja necessária a qualquer criança. Mas o que se vê hoje em dia no mundo do entretenimento infantil é a negação do uso da fantasia com fins religiosos, sob o pretexto de difundir que a cultura deve ser conhecida pelas crianças. É curioso que os desenhos mais antigos não tinham essa preocupação. Somente agora, recentemente, estão envolvendo as crianças no mundo das religiões orientais, levando o budismo, o hinduísmo e o confucionismo para dentro dos lares.

Parece que o deus deste século também aprendeu a lição de Provérbios 22.6 e está, por meio da fantasia, investindo na criança ao promover palavras ritualísticas, oferendas religiosas, mediunidade, reencarnação, bruxaria, feitiçaria... Até o conceito de que o diabo pode lutar pelo bem pode ser encontrado na maioria dos desenhos de hoje.

Defesa da Fé – Quais são suas evidências?

Alexandre – Possuo diversas provas de matérias seculares. Não é possível mostrar todas elas, mas tenho muito cuidado e, em minhas palestras, levo tudo o que posso para provar aquilo que digo.

Há pouco tempo, a revista Bons Fluidos (Editora Abril), publicou uma matéria que afirmava que crianças entre 6 e 9 anos foram conduzidas a caminhos religiosos pelas histórias e fantasias. No artigo, depoimentos das próprias crianças e de suas respectivas mães falavam como ocorreu tal influência. Uma criança de 6 anos se interessou pelo hinduísmo após escutar uma história na escola. Outra, um garoto, por bruxaria e, além de afirmar que o seu personagem preferido é Harry Potter, declarou que o seu livro de cabeceira é O livro secreto dos bruxos (Editora Melhoramentos).

O site de notícias Guiaro publicou, em 26/6/04, reportagem com a seguinte chamada: “Interesse por bruxaria aumenta com Harry Potter”. O texto fazia menção à procura de cursos de bruxaria em uma escola de Santo André (SP), conhecida como Escola de Esoterismo Casa de Bruxas. A proprietária da instituição deu o seguinte depoimento: “A cada lançamento de Harry Potter, cresce o número de crianças e adultos interessados em aprender bruxaria”. Para atender à demanda infantil, foi criado um curso só para crianças.

Em outra reportagem, a esotérica Monica Buonfligio disse à Folha on-line, em 20/04/06, que, antes do lançamento de Harry Potter, recebia cerca de 2.200 e-mails por mês para consultas esotéricas. Mas, depois do filme, este número saltou para 3.500.

Estas são apenas algumas das provas seculares que tenho. Existem muitas outras em minha biblioteca particular.

Defesa da Fé – Alguns acham um tanto anacrônico falar em bruxaria hoje? Podemos pensar em bruxaria como uma categoria religiosa?

Alexandre – É claro que as bruxas não voam, nem têm nariz enrugado. A bruxaria é uma religião como outra qualquer. É um movimento religioso neopagão que acredita na reencarnação. É politeísta. Nega a existência do inferno, do céu e dos demônios e celebra as estações do ano. Não possui um livro como regra de fé. Todavia, possui algumas obras que considera importantes, como, por exemplo, os livros de Gerald Gardner.

Defesa da Fé – Em suas matérias, você declara que, em alguns desenhos, o herói é um demônio. Comente um pouco sobre isso.

Alexandre – Existem desenhos em que o super-herói, ou o personagem protagonista, cuja missão é lutar contra o mal, é representado pela pessoa do demônio. Posso citar vários exemplos: Spaw, Hell Boy, Inu Yasha, Mister Satan do Dragon Ball GT, entre outros. Para os pais que porventura lerem estes nomes, poderá parecer tudo muito estranho, mas se perguntarem a seus filhos sobre esses personagens, verão que, infelizmente, os conhecem muito bem. Demônios, diabo, Satanás e suas variantes são inimigos de Deus. Temos várias referências bíblicas que nos levam a acreditar que essa criatura não é um ser que pode trazer justiça. Satanás originou o pecado e vive pecando desde o princípio (Jo 8.44). Por mais que a representação esteja no mundo da fantasia, não podemos aceitar um super-herói demônio. O diabo nunca foi um bom exemplo. A Bíblia exorta que não devemos chamar o mal de bem, nem o bem de mal. Isso também serve para os personagens mais subalternos, como feiticeiros, bruxos, etc.

Defesa da Fé Há quem entenda que isso tudo seja uma contradição. Por que desenhos com personagens representados por demônios, feiticeiros e bruxos não podem ser benéficos, se fazem o bem?

Alexandre – É muito simples. Se o diabo usa um personagem demoníaco que represente a bruxaria e a feitiçaria “do bem” as crianças começaram a ter em mente que ele não é tão ruim assim e que o bruxo do bem é um cara legal e bom. A Bíblia nos diz que aquele que pratica a feitiçaria terá sua parte no inferno (Ap 21.8). Imagine uma criança em plena formação de seu conceito espiritual recebendo diariamente, pela TV, a informação de que o diabo ou o feiticeiro é bonzinho... Basta indagar uma criança com a seguinte pergunta: “A bruxaria de Harry Potter é do bem ou do mal?”. Não precisamos ir longe, façamos esta pergunta aos filhos de crentes que assistiram aos filmes ou leram os livros.

Defesa da Fé – É verdade ou boato que um calendário de demônios foi distribuído em um famoso parque de diversão de São Paulo?

Alexandre – É verdade. Depois de um culto, uma irmã veio me entregar esse calendário. Disse que sua filha, que cursava pedagogia, estava realizando uma pesquisa em determinado parque de diversão e recebeu tal suplemento informativo que, na página cinco, trazia um demônio para cada mês do ano. Por exemplo: Satã para março, Lúcifer para maio, Belzebu para julho, Baal para outubro, Moloque para dezembro, etc.

Veja bem, não estamos afirmando aqui que os parques que adotam esse tipo de chamariz estão praticando satanismo. O que estamos dizendo é que vivemos em mundo em que o satanismo é real! O satanismo existe e muitos são levados pela adrenalina de conhecer algo diferente e aterrorizante! Para se ter uma idéia, comprei um boneco de vodu em uma casa esotérica por dez reais. Um dos vodus oferecidos é o da figura do professor. A magia não é feita com espetos, mas à base de nós. O pacotinho contém o bonequinho, uma plaquinha para colocar o nome da pessoa, as fitas para amarrar o boneco e as informações necessárias sobre como proceder de acordo com a situação. Tudo muito bem explicado para que qualquer criança entenda. Quer dizer, isso não é brincadeira de criança!

Defesa da Fé – Como a Igreja e a família devem proceder diante dessas questões?

Alexandre – Acredito que os pastores devem valorizar mais as crianças e os adolescentes da igreja, dando-lhes uma base sólida. Muitos líderes de ministérios não conhecem as artimanhas do inimigo e, às vezes, são completamente radicais. Ou seja, proíbem tudo. Outros, porém, liberam de modo geral qualquer entretenimento. Existe um ponto de equilíbrio para essa situação: ensinar as Escrituras Sagradas. Aos pais, digo: amem seus filhos, envolvam-se com eles, brinquem com eles, conheçam o mundo deles, procurem saber sobre a vida deles e, o mais importante, não deixe de lhes ensinar a Palavra de Deus, porque somente assim o Espírito Santo poderá agir no coração dos pequeninos. Não proíbam sem explicações razoáveis. Sejam sacerdotes do lar. Orem e jejuem por seus filhos, porque eles são heranças de Deus (Sl 127.3).